E isso fode toda a coerencia que sempre busco no discurso e nos atos das pessoas que permito conviverem comigo, era mais simples ter dito: Olha pessoa, desculpa mas eu não sinto tudo isso, aliás faz tempo que não sinto isso e não há nada que tenha em ti ou no teu mundo que me interesse partilhar. Ponto final. Duas pessoas adultas. Outra história de amor (unilateral) desperdiçado. Tudo muito asseptico. Sem sangue (externo).
Saio com uma certeza..sempre tive como certo que é uma pataquada isso de ser amigo. No início é mera desculpa pra não dizer claramente, olha desculpa, não foi bem assim. Não quero hipotecar e nem alguém como tu na minha vida e nem estou disposto a enfrentar e nem perder nada se isso significa te ter na minha vida. Depois é a pastilha para matar o que poderia ter sido uma grande relação e lança-la no esquecimento.
Se há raiva de algo, é de mim mesma por não ter reconhecido faz tempo esse discurso que começa '...você é uma pessoa especial, mas'..por ter buscado alternativa quando a única coisa que deveria ter feito era reconhecer os sinaisde que não havia querer, do outro. Gilipolla, eu mereço o trofeu.
Ainda bem que não me enganei em adotar, há anos, não fazer backup em relacionamentos.
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